Dos tanques para os lagos
A
esperança de Anselmo é que o filhote,
quando crescer, possa conhecer as águas
abertas dos lagos amazônicos. Antes
disso, terá que mamar dois anos e não
poderá ser solto antes dos seis, quando
já será quase adulto.
O veterinário conta que, em teoria, os
filhotes nascidos em cativeiro têm mais
chances de sobreviver na natureza do que
os que nasceram nos lagos mas foram
separados da mãe – cerca de 90% dos
casos que chegam ao Inpa.
Isso ocorre porque, com a mãe ao lado, os mamíferos não se acostumam com o ser humano, e ficam mais espertos, desconfiados.

