Até o final do período do
carnaval, a Noolhar oferece a
todos os interessados oficinas
para ensinar a fazer as máscaras
ecologicamente corretas. Ao
invés de irem para o lixo, as
garrafas plásticas de
refrigerante são usadas para
criar máscaras elaboradas com
ricos detalhes e de variadas
temáticas. De acordo com
Patrícia Gonçalves, coordenadora
da ONG, não é difícil utilizar
materiais reciclados para inovar
e criar bons assessórios
carnavalescos, 'basta apenas
abusar na imaginação', sugere a
ambientalista.
Utilizando as garrafas pet e
outros materiais recicláveis, os
foliões, além de colaborarem com
a preservação do meio ambiente
evitando a poluição, estarão
inclusive economizando,
barateando os custos no carnaval.
'Hoje em dia você consegue fazer
uma fantasia 100% ecologicamente
correta utilizando apenas
materiais reciclados e
reaproveitados; muita gente
prefere criar um traje legal,
com assessórios descolados', diz
Patrícia, que completa afirmando
que é esta a proposta da ONG. 'Queremos
mostrar para as pessoas que o
que elas achavam que era lixo
pode se transformar em coisas
lindas. E isso é conscientização',
garante.
Criação de máscaras agrega valor
ao lixo
A
produção das máscaras ecológicas
começou há dois anos. O artista
plástico Anderson Pimentel,
parceiro da Noolhar, já
desenvolvia o trabalho de
estilizar acessórios para o
carnaval, mas com outros
materiais. Ele conta que teve a
ideia de usar a garrafa pet
quando percebeu que em Belém
ninguém havia pensando em fazer
algo parecido. 'Eu trabalhava
com o couro e o reaproveitamento
de outros materiais, mas eles
acabavam, e percebi o quanto o
trabalho poderia ficar mais rico
com o diferencial da garrafa de
plástico', conta.
Anderson realizou uma pesquisa
para conhecer mais a história
das máscaras carnavalescas. A
partir deste estudo ele
conseguiu desenvolver diversos
modelos e temas para as peças. 'Trabalhamos
a partir da pet com vários temas;
vai desde os infantis, passando
por modelos futurísticos,
clássicos e, claro, motivos
amazônicos, que fazem alusão à
preservação do nosso meio
ambiente', diz o artista
plástico, que revela sempre
estar em busca de novidades para
o seu trabalho na Noolhar.
Folião consciente evita a
poluição ao reciclar os recursos
Segundo Patrícia Gonçalves, a
utilização de acessórios como as
máscaras de garrafa pet, além de
evitar a poluição da natureza,
também colabora para que sejam
poupados recursos naturais, como
a borracha (látex) usada na
produção das máscaras
industrializadas. 'Com uma opção
de consumo ecológica, de consumo
consciente, os cidadãos mostram
para a indústria o que estão
buscando. A partir daí, os
fabricantes precisaram se
adequar a essa demanda mais
preocupada em preservar o meio
ambiente', disse Patrícia.
No
entanto, não basta apenas fazer
a diferença com fantasia e
assessórios ecologicamente
corretos na folia. Os brincantes
do carnaval devem estar atentos
também para a destinação correta
do lixo, alerta Patrícia, que
chama a atenção para possíveis
acidentes com objetos
descartados na via pública, que
podem machucar os foliões. 'A
atenção para a destinação
correta do lixo deve ser
redobrada, principalmente porque
o carnaval é famoso não só pelas
marchinhas ou sambas-enredo que
embalam a festa, mas também pelo
lixo que deixa por onde arrasta
brincantes', afirma.
Serviço
Até o fim do carnaval, a
Noolhar oferece oficinas de
máscaras ecologicamente
corretas. Aos interessados,
basta procurar a ONG. O contato
é 3222-2277.